Trump avalia ataque ao Irã nos próximos dias para forçar acordo nuclear e Irã anuncia exercícios militares com Rússia e China em meio a negociações com os EUA.
De acordo com o 'The Wall Street Journal', alvos podem incluir estruturas militares e de governo. Uma ofensiva maior foi discutida e pode ocorrer se houver resistência nas negociações sobre acordo nuclear iraniano.
2/19/20262 min ler


Donald Trump avalia autorizar um ataque ao Irã para submeter o país a fechar um acordo, informou o jornal "The Wall Street Journal" nesta quinta-feira (19). A operação pode ocorrer nos próximos dias, segundo a reportagem. A imprensa norte-americana informou na quarta-feira (18) que os EUA estão prontos para conduzir um ataque já a partir de sábado (21). A ação, no entanto, ainda dependia de uma aprovação final de Trump.
O jornal de Wall Street ainda afirma que o presidente pode optar por um bombardeio de menor escala. A ideia seria evitar uma ofensiva ampla e reduzir o risco de uma retaliação significativa de Teerã. No cenário em questão, a Casa Branca avalia atingir alvos militares ou governamentais iranianos, segundo fontes ouvidas pelo jornal. O objetivo seria subjugar o país para acelerar negociações por um acordo que limite o programa nuclear iraniano.
Segundo o jornal, se o Irã demonstrar resistência nas negociações, os EUA poderão iniciar um conflito de maior escala, com ataques mais amplos e com o objetivo de derrubar o governo do aiatolá Ali Khamenei. O jornal afirma que a opção de um ataque limitado foi apresentada várias vezes ao presidente dos EUA. Nas reuniões mais recentes, porém, autoridades discutiram cenários mais amplos. Não está claro se uma decisão já foi tomada.
Os encontros recentes entre delegações dos dois países terminaram com pequenos avanços, mas ainda longe de um acordo. Trump afirmou que atacará o Irã caso não haja acerto. Nesta quinta-feira, durante a primeira reunião do "Conselho da Paz", o presidente norte-americano disse que há "boas conversas" com o Irã para "fazer um acordo significativo". Ele afirmou que deve decidir o que fazer "em cerca de 10 dias". "Agora é a hora do Irã se juntar a nós em um caminho para paz. O Irã precisa fazer um acordo ou coisas ruins acontecerão", declarou Trump.
Enquanto isso o Irã anuncia a realização de exercícios militares conjuntos com a Rússia e a China até o final do mês, segundo agências de notícias iranianas, em meio a escalada de tensões com os Estados Unidos. A agência de notícias iraniana Fars informou nesta quarta-feira (18) que o Exército iraniano realizou exercícios navais em cooperação com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico nesta quinta-feira. O governo da Rússia não se manifestou sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.
“Criar convergência e coordenação em medidas conjuntas para enfrentar atividades que ameaçam a segurança e a proteção marítima (...) bem como combater o terrorismo marítimo estão entre os principais objetivos deste exercício conjunto”, disse um oficial da Marinha iraniana, Hassan Maghsoodloo, segundo a agência de notícias. Exercícios militares podem elevar ainda mais a tensão militar entre os EUA e Irã e seus aliados. Isso porque Trump aumentou a presença militar de navios de guerra e jatos de combate próximo ao território iraniano, com o intuito de alcançar Teerã em um eventual ataque. Manobras no início do mês levaram a reações pontuais do Exército norte-americano presente no Golfo Pérsico.
BOLCHENEWS
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